A infância

É o período de maior potência da vida, e durante o qual a criança deve ser livre, sem medo de crescer e com um ambiente que lhe propicie condições de ser.

É a fase em que o ser humano amadurece de forma potente, mas frágil; o adulto, por sua vez, possui a responsabilidade ética de oferecer à criança um ambiente generoso e acolhedor.

A criança deve desfrutar de sua infância sem pressa, com tempo, do seu jeito…para amadurecer com calma.

A infância não é só uma etapa cronológica da existência, mas também uma condição da existência humana. Reconhecer que somos seres inacabados e aprendizes nos aproxima da criança, vendo-a não como um ser em construção e sim como um indivíduo com potencial de troca, porque o adulto também aprende nessa relação.

A ética faz com que o adulto não se coloque como superior nesta relação, mas como facilitador, inclusive quando a criança necessita de limite. O limite deve ocorrer pela interdição, e nunca pela punição.

Nossos alunos serão adultos éticos, pois desde a sua base viveram a autonomia e a responsabilidade sobre o olhar, por meio de atitudes empáticas e criativas.

Como muitos outros paradoxos, crescer com autonomia é aprender a fazer escolhas e, desta forma, a dizer não! Quanto mais autônomos formos, mais responsáveis seremos com nós mesmos, com o outro e com o mundo que nos cerca.