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18/06/15

INTOLERÂNCIA X ALERGIA ALIMENTAR

Intolerância X Alergia Alimentar

 As reações adversas a determinados alimentos – intolerância ou alergia – são bastante comuns e vêm despertando uma série de dúvidas. Apesar das diferenças, os sintomas são muitas vezes idênticos e, por isso, confundidos. Os sintomas comuns a ambas as situações são:

 

Cólicas

  • Diarreia
  • Dor abdominal
  • Prisão de ventre
  • Gases
  • Distensão abdominal (barriga estufada)

 

Entretanto, possuem mecanismos distintos:

A alergia é uma resposta exagerada e imediata do sistema imunológico a algum componente do alimento. O organismo identifica parte do alimento como substância estranha ou ameaçadora, que precisa ser eliminada através dos mecanismos de defesa.

A intolerância é uma reação adversa na qual o organismo é incapaz de digerir e ou metabolizar o alimento, seja pela falta ou pela deficiência de algumas enzimas que digerem a comida. A intolerância pode ser congênita ou adquirida.

 

Diagnóstico

 O diagnóstico de intolerância alimentar é geralmente feito a partir de levantamento clínico, por meio da observação dos sintomas associado à ingestão do alimento, incluindo frequência alimentar, exame físico, testes bioquímicos.

O diagnóstico de alergia alimentar deve ser realizado por médico, após história clínica e exame clínico que determinará quais substancias deverão ser avaliadas. Porém, a única maneira de se fazer um diagnóstico preciso é através da retirada e reintrodução do alimento, ou seja, fazer o teste de provocação oral. O tratamento de ambas as patologias consiste na exclusão do alimento da dieta alimentar.

 

Crianças X Reações adversas a determinados alimentos:

 Tudo pode começar ainda na infância. Nesse período, os sistemas imunológico e gastrointestinal estão sofrendo maturação, o que diminui a permeabilidade intestinal. A introdução precoce de alimentos que contenham a proteína do leite de vaca, glúten e corantes na dieta de bebês geneticamente predispostos é um considerável fator de risco para o surgimento de doenças, já que o intestino ainda não está suficientemente maduro.

O aleitamento materno no primeiro ano de vida é fundamental, assim como a introdução tardia dos alimentos provocadores de alergia. Recomenda-se a introdução dos alimentos sólidos após o 6º mês, o leite de vaca após 1 ano de idade, ovos aos 2 anos e amendoim, nozes e peixe, somente após o 3º ano de vida.

Qualquer alimento pode desencadear reação alérgica ou intolerância alimentar; no entanto, leite de vaca, ovo, soja, amendoim, trigo, peixe e crustáceos são os mais comuns. O amendoim, os crustáceos, o leite de vaca e as nozes são os alimentos que com maior frequência provocam reações graves (anafiláticas).

Crianças com menos de 3 anos de idade, quando apresentam reações adversas, tendem a regredir o problema, após um período com a dieta de exclusão. Observa-se que a alergia alimentar apresenta maior tendência a persistir do que a intolerância alimentar.

Aí vai uma receita de um bolo que não contém os principais alimentos que causam alergias e intolerâncias:

 

Bolo de maçã sem ovo, leite e glúten

3 maçãs sem casca

3/4 de xícara de água filtrada

1 1/2 xícara de açúcar demerara

1 colher sopa de essência de baunilha

5 colheres de sopa de óleo de coco

Canela em pó a gosto

Bater no liquidificador até formar um creme.

 

Acrescentar:

2/3 de xícara de farelo de aveia em

1 xícara de farinha de arroz

Mexer até que a massa fique homogênea

Adicionar 1 colher de sopa de fermento

Despejar em assadeira untada e enfarinhada e leve ao forno médio pré-aquecido por 30 minutos a 180°.