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11/05/15

Os Sentidos na alimentação

Formamos nossas preferências e hábitos alimentares ainda na infância, quando ocorre o amadurecimento da habilidade motora, da linguagem e das habilidades sociais relacionadas à alimentação, que se dão pelas sensações apresentadas e vivenciadas por meio do tato, paladar, olfato, visão e audição.

Quem não tem lembranças da infância associada a um aroma, tato, som ou sabor…? Quando sentimos um cheiro ou ouvimos uma música familiar, é como se aquela sensação nos conduzisse de volta ao passado. O cérebro é capaz de recuperar imagens e sensações a partir do estímulo de um sentido.

A vida atual é corrida, programada, informatizada, e acabamos nos esquecendo de perceber, sentir a textura, o sabor e o aroma dos alimentos. Não estimulamos, dessa forma, os sentidos que nos ajudam no desenvolvimento cognitivo, social e emocional das nossas crianças.

As refeições são corridas; a criança, muitas vezes, é forçada a comer tudo automaticamente, sem sentir o que come – o gosto, o cheiro, a textura… A meta é o prato raspado.

A estimulação sensorial ativa os neurônios que são os grandes responsáveis pela formação de conexões que possibilitam a associação de uma ideia a outra. Até os cinco anos o cérebro da criança tem uma grande capacidade de “captar” vários estímulos ao mesmo tempo. Deixando de chamar a atenção sobre texturas, aromas e gostos, podemos não estar estimulando o cérebro a executar plenamente sua função, negligenciando conhecimentos que podem enriquecer a aptidão cerebral. Portanto, sugerimos que você estimule o seu filho da seguinte forma:

  • Aceite um pouco de “bagunça” à mesa. Deixe a criança tocar nos alimentos, sentir a textura com a mão e brincar. Dessa maneira, ela adquire “intimidade” com o alimento, desenvolve a coordenação motora fina e o movimento de pinça do polegar com o indicador.
  • Ofereça cardápios coloridos e servidos de forma divertida. À criança também “come com os olhos”.

 

  • Leve seu filho para a cozinha e mostre como isso pode ser legal. Use a criatividade – na fase pré-escolar ele está aprendendo a usar os sentidos, e os alimentos são uma boa e saudável fonte de descobertas.